Wednesday, December 31, 2008

"Não pode passar"

Ontem houve uma prova de atletismo na zona em que eu moro.

Por volta das 21:00 estava a decorrer.

O trânsito foi cortado numa série de locais e lá estavam presentes os carros e motas da polícia, com as luzes a piscar, a não deixar passar qualquer veículo.

Que isto aconteça, não me aflige.

O que me aflige, é que há organização suficiente para cortar estradas, mas não para avisar a Carris.

O motorista lá ficou um pouco a falar com o polícia, que lhe recomendou um caminho alternativo para chegar à próxima paragem.

O autocarro deu uma grande volta apenas para se encontrar novamente perante um bloqueio policial.

Falhou cinco paragens, incluindo a minha.

Não apanhou os passageiros que estariam nessas paragens, pois nem podia lá chegar, nem lhes podia fazer chegar a mensagem de que se encontrava noutro local.

Mas será que ninguém se lembra destas coisas?

Um tipo paga os impostos que tem a pagar e depois cortam as ruas sem avisar os serviços que as utilizam?

Que não consigam avisar todos os transeuntes, eu entendo, mas a principal transportadora rodoviária de Lisboa?

Thursday, December 18, 2008

Mas porquê? Porquê?

Um tipo escreve um post sobre tabaco nas paragens de autocarro e o que é que acontece logo a seguir?

Saio do trabalho, sigo para a paragem e aguardo.

Nisto, três moços caminham até à paragem, abrigam-se no meio das restantes pessoas e acendem os cigarros.

Não pude deixar de pensar no post que tinha escrito recentemente, mas depois aconteceu o impensável...

Eles terminam de fumar...

E bazam!

Mas que vem a ser isto, pá?

E depois queixam-se, que eu tenho mau feitio!

Thursday, December 11, 2008

Tabaco

Se há coisa que me consegue irritar, é malta a fumar.

Note-se que digo "que me consegue irritar", e não "que me irrita".

Mas porque é que há gente que tem a mania de caminhar até à paragem de autocarro e, só quando lá chega, quando se abriga mesmo junto das outras pessoas, é que acende o cigarro?

Irra!

Tuesday, December 9, 2008

Nota sobre os WC

As casas de banho...

Não são...

Local adequado...

Para duas pessoas que se cruzam à porta...

Ficarem a conversar com a porta aberta...

OK?

Saturday, August 2, 2008

Lisboa, cidade das 7 pragas

Diz-se que Lisboa é a cidade das 7 colinas, mas também é capaz de ser a cidade das 7 pragas.


Evangelistas de rua

Quais predadores, dividem-se em dois grupos: os que vão de porta em porta, e os que aguardam no mesmo lugar por uma presa que passe.

Em ambos os casos, encontram-se munidos de pseudo-armas conhecidas como folhetos e revistas, que tentam atirar na direcção da potencial vítima.

Alguns destes evangelistas estão de tal forma presos no passado que parecem ainda não reconhecer tecnologia quando a vêem, e começam a falar com as pessoas mesmo quando estas se encontram com auscultadores postos.


Arrumadores de carros

Mais um problema geral a todo o país, mas com uma enorme incidência em Lisboa.

Não faz sentido algum que se estacione um carro num lugar livre e gratuito e se tenha que pagar a alguém que não contribuiu em nada para que tal acontecesse.

Faz menos sentido ainda quando as pessoas se sentem intimidadas e forçadas a pagar, em prol do risco de algo acontecer à viatura ou até mesmo ao próprio.

Deveria ser ilegal.

Devia haver uma lei contra isto.

Devia ser possível ligar à polícia, fazer queixa, e ter uma viatura policial a aparecer no local minutos depois para resolver o problema.


Publicidade porta a porta

São pagos para colocar publicidade nas caixas de correio e tentam despachá-la o quanto antes.

De porta em porta parecem fazer um esforço para não deixar de carregar em qualquer das campaínhas de cada prédio, seja dia ou seja noite, seja uma Terça de tarde ou um Sábado de manhã, bem cedo.

Mal conseguem acesso às caixas de correio, tentam despachar o máximo de publicidade possível.

A maior parte deles parece não saber ler, pois ignora os autocolantes a proibir publicidade não endereçadas.

Alguns deles parecem não saber contar, a julgar pela quantidade de folhetos ou revistas iguais que colocam em cada uma das caixas.

Outros ainda parecem não compreender absolutamente o conceito pelo qual foram contratados e, em vez de colocar um jornal em cada uma de oito caixas, simplesmente pousam em cima delas uma pilha de vinte.


Jornais gratuitos

Apesar de não parecer, os jornais gratuitos incomodam.

Quantas e quantas vezes um condutor não perde um sinal verde devido à quantidade de carros à sua frente que abranda para receber o seu exemplar.

Irrita, especialmente tendo em conta a quantidade de jornais e distribuidores, e a quantidade de notícias repetidas.


Publicidade nos pára-brisas

Horrível.

Não importa se faz chuva ou se faz Sol. O objectivo parece ser o de encher todos os pára-brisas de todos os carros da cidade com publicidade a tudo e mais alguma coisa.

Até parece haver um campeonato qualquer para isto.

Em dias em que chove, o condutor precipita-se para o carro e liga o motor sem reparar nos folhetos que, mal arranque e ligue o limpa pára-brisas, se vão desfazer por todo o vidro.

Em dias em que não chove, muitos condutores viajam também sem ter reparado nos folhetos e sem os ter removido. Outros, removem os folhetos e vêem-se divididos entre deitá-los para o chão ou levá-los consigo.

Se tiverem mesmo azar, como alguém que eu conheço já teve, a chuva fará a tinta dos folhetos passar para o vidro. Depois de removerem os ditos, ficarão com a publicidade escrita no vidro durante alguns dias, como lembrança.


Comerciais de rua

Tal como os evangelistas de rua, dividem-se também em dois grupos: os que populam os centros comerciais, e os que aguardam na rua.

Infelizmente, parecem contar com imensas limitações, especialmente no campo da memória. Não interessa se uma pessoa passa por eles todos os dias durante anos a fio e lhes diz sempre que não está interessada. No seguinte, vão tentar incomodar-nos novamente.

Dia após dia, esteja a pessoa sozinha ou acompanhada, ou até mesmo a meio de uma conversa importante, estas melgas vão-se meter à nossa frente, agitar os braços de forma a impedir-nos o caminho e dirigir-nos aos seus balcões, e começar a falar apressadamente sobre o fantástico produto que estão a vender e como este é a melhor coisa desde o pão fatiado e o maior dos nossos desejos.

Não interessa se são do Clix e vocês já têm internet em casa, não interessa se são do Citibank e vocês já possuem um cartão de crédito com mais regalias que o que eles oferecem possui (a título informativo, posso-vos garantir que, apenas por uma questão de princípio, tão cedo não abrirei uma conta bancária no Citibank).

Devia haver leis contra isto. Devia ser proibido.


A proliferação de mais e mais pragas

A quantidade de pseudo-pragas que parecem preparar-se para se tornar pragas a sério é infindável.

São os vendedores de flores que entram pelos restaurantes adentro e, um após outro, aproximam-se e interrompem a conversa de todos os casais no estabelecimento.

São os donos dos cães que saem à rua com os animais sem pouco ou nada se preocuparem com os excrementos que ficam mesmo no meio do passeio (e digo-vos que é triste ir a uma palestra em que o convidado principal, falando de diferenças culturais, dá o exemplo de como em muitos países ninguém pensaria em permitir que o seu cão defecasse na via pública e, em Portugal, tal parece ser comum e culturalmente aceitável).

São as manifestações às Sextas, que para quem trabalha ou vive na Avenida de Ceuta são um verdadeiro inferno, já que parece não haver outro caminho para que as manifestações cheguem à Assembleia da República.

São as obras intermináveis (as do metro de Saldanha já decorrem há pelo menos 3 anos e meio).

São as excursões políticas, com motas à frente e motas atrás, luzes azuis a piscar, sirenes a vibrar, e agentes da autoridade a ordenar de forma autoritários que todos os condutores, apesar de mal se poderem mexer naquele engarrafamento, se afastem e deixem o carro de um ministro passar.

São coisas e coisas sem fim que se tornam cada vez mais incomodativas...

E o pior de tudo...

É que ninguém faz nada.

Mas já estamos todos habituados, não é?

Sunday, April 27, 2008

Uma reclamação simples

E pronto, lá usei eu o formulário no site do Kanguru para escrever:

"Gostaria que me indicassem um endereço de email para onde enviar uma reclamação com mais de 500 caracteres, já que este formulário possui essa limitação."


Ai vai ter mais de 500, vai...

Wednesday, April 16, 2008

Respeitinho

Se há coisa que me irrita é o uso da palavra "puto" quando alguém se refere a um adulto.

Hoje houve alguém que disse:

- [...] porque o puto [...]

Passei-me.

Passei-me e falei bem alto:

- Puto não, que ele tem trinta e tal anos!

Sinceramente, tratar um adulto por "puto" é falta de respeito e de consideração pela pessoa.

Há pouco lembrei-me e, por curiosidade, fui ver o meu Address Book... A pessoa que falou é mais velha que o "puto" apenas 26 dias.

Há gente que tem cada uma...